Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

38) Especial "Dia Mundal do Rock" - Os jogos já faziam você tocar guitarras imaginárias antes de "Guitar Freaks" e "Guitar Hero"...

E estamos aqui, firmes e fortes, prontos para mais um post.

Caso vocês não tenham se tocado, hoje, dia 13 de julho, é comemorado o "Dia Mundial do Rock"! Portanto, se você gosta de funk carioca, ou axé music, ou "pagode", é melhor nem ler esse post, ele é dedicado ao melhor gênero musical de todos os tempos, aquele que, sempre quando falam que morreu, prepara uma supresa para ensurdecer todos. Portanto, ser infiel de gosto musical duvidoso, caia fora o mais rápido possível ou então você será linchado por vários arruaceiros vestidos de preto por aqui, OK?

Pronto, podemos começar a falar sobre música de verdade (e não esses abortos da natureza que vocês ouvem a rádio)....

E, em relação a essas "supresas" relacionadas as sucessivas "ressureições" do rock, pode-se dizer que a última delas deve-se especialmente aos games. Sim, ao nossos queridos jogos eletrônicos. Mais precisamente devido a um jogo que chegou meio de desprentensiosamente em 2005 (e que não era nada mais do que a atualização de um outro jogo mais obscuro de 1997), e que se tornouuma das franquias mais rentáveis do mundo dos games, revitalizando os chamados "jogos musicais". Estou falando de "Guitar Hero" (o jogo de 1997 é "Guitar Freaks". Não conhece? Então vá procurar na internet a respeito, ora bolas!!!).

Mas como esse é um blog que trata da história dos games, não vai ser sobre ele que falaremos nesse dia tão especial para nós. Até porquê antes desses dois representantes, um jogo fazia a cabeça de todos nós que curtimos o bom e velho rock and roll!!! E é sobre ele que falarei hoje. Com vocês...



1) Nome do jogo - Rock & Roll Racing

2) Plataformas - SNES e Mega Drive

3) Datas de Lançamento - 4 de junho de 1993 (EUA); 1993 (Japão e Europa)

4) Produtora - Silicon & Synapse (Atual Blizzard)

5) Distribuidora - Interplay

6) Gênero - Corrida

7) História (totalmente resumida visando não estender demais esse post) - A bordo de seu bólido devidamente equipado e percorrendo várias pistas isométricas ao redor do Universo, enfrentando vários adversários prontos para levar você desta para melhor, e com a melhor trilha sonora de todos os tempos, você deve derrotar seus adversários até a corrida final.

8) Impressões pessoais - Os jogos de corrida já mantinham um certo padrão de qualidade em 1993. Desde "Pole Position", passando por "Enduro", "Super Monaco Gp", "Hang On", "Super Hang On", "Road Rash","Top Gear", "F-Zero" e "Mario Kart", só para ficar naqueles que lembro de imediato, já tínhamos uma longa linhagem de jogos envolvendo bólidos reais ou futuristas brigando nas mais variadas pistas, sendo que cada um se destacava em um aspecto, seja pela inovação para época, pela oportunidade de ser um fora-da-lei fugindo da polícia, por ter a sensação de correr numa pista alucinante a mais de 900 Km/h ou simplesmente por jogar o casco vermelho no seu amigo quando ele estava prestes a vencer a corrida (Deus salve o "Mode 7"!!! XD), o fato é que, para um jogo do gênero se destacar, além de ser, claro, um jogo agradável de se jogar em todos os aspectos, tinha que ter algo especial. Eis que surge um jogo que, apesar de ser de corrida, prende os jogadores pelos ouvidos.

Rock & Roll Racing só possuia cinco músicas (seis na versão do Mega Drive), mas essas músicas eram nada mais nada menos do que clássicos do Rock and Roll e da música em geral, com os seus riffs (no caso do jogo, digitalizados) reconhecíveis por qualquer um (especialmente por adolescentes que estavam descobrindo a música naquela época). E isso, para os jogadores daquela época, era o ápice, já que a grnde maioria, além de gamer, estava descobrindo ainda o rock and roll! E como ainda não existiam os chamados "jogos musicais", muitos faziam questão de alugar o jogo apenas para poder ouvir, tocar guitarras imaginárias e pular que nem doido em seus quartos ouvindo a trilha sonora no mais alto volume da TV (estamos falando de 1993 pessoal, não existia internet naquela época, e os CD's eram relativamente caros).

Duvida? Então dê uma escutada nas músicas contidas nesse jogo (em suas versões originais e digitalizadas) e veja se não estou falando a verdade. E caso não conheça alguma, vê se toma vergonha na cara e vá procurar a discografia delas, seu rockeiro de araque:

1) Highway Star - Deep Purple:





2) Paranoid - Black Sabbath





3) Born to Be Wild - Steppenwolf





4) Bad to the Bone - George Thorogood





5) Peter Gun Theme - Henry Mancini (Arranjos )/ The Blues Brothers (execução)





6) Radar Love - Golden Earring (apenas na versão para Mega Drive)

Essa não consegui encontra no youtube, mas você pode baixá-la (tanto a versão do jogo quanto a original) aqui.

Além dessa coletânea de clássicos, o jogo era extremamente divertido. Apesar de ser enquadrado como um jogo de corrida, na verdade ele envolvia muita estratégia, além do fato de você poder comprar armamentos antes de cada fase promoverem uma pequena carnificina na pista (claro, dentro dos limites respeitáveis, portanto, nada de sangue crianças!!). O jogo, por ser isométrico, pode confundir um pouco no início, mas nada como algumas corridas (e algumas "mortes" acumuladas também), para aos poucos pegar o jeito da coisa. E tinha uma das melhores narrações já encontradas em um jogo (feita pelo grande Larry "'Supermouth" Huffman), com suas frases antológicas, deixando o jogo ainda mais empolgante. Como eu sei que você deve estar se perguntando: "Do que diabos ele está falando??" veja e ouca você mesmo:



Muitos jogos podem não ser os melhores nos seus respectivos gêneros e mesmo assim marcarem época. Rock & Roll Racing, por conta de sua trilha sonora arrasadora, não só foi um deles, mas também incentivou muitos adolescentes daquela época a escutarem esse estilo tão criticado e, por muitas vezes, dito como morto por muitos, mas que sempre estará presente enquanto tivermos um adolescente tentando aprender os primeiros acordes em sua guitarra ou violão. E é por isso que ele foi o algo desse pequeno, mas singelo e honesto post homenageando todos aqueles que se mantém fiéis a esse estilo de música. Portanto...


FELIZ DIA MUNDIAL DO ROCK A TODOS!!!!! \o/

P.S.: Caso queiram saber mais sobre esse jogo, eu recomendo o site Rock N' Roll Racing - Brazilian Fans. OP site é extremamente completo e traz tudo sobre o jogo, inclusive com alguns downloads muito legais. Visitem ele clicando aqui!

9) Fotos do jogo









Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

37) A Treasure mostra como jogos licenciados devem ser...

E, mais uma vez, tal qual uma fênix, esse blog ressurge depois de quase dois meses de hibernação!!!

Bom, esse mês de maio que se passou foi extremamente complicado para mim. Com a proximidade da metade do meu doutorado (o que significou preparar o exame de qualificação), somado a vários resumos e trabalhos completos para congressos, e ainda mais um artigo, não sobrou tempo para me dedicar a esse blog. Mas tudo isso já passou, e agora vocês poderão se deliciar com os meus edificantes posts aqui (modéstia passou longe...).

E, como primeiro post desse retorno, escolhi um jogo que, se não pode ser considerado um jogo antigo (foi lançado a cinco anos atrás), têm todo um espírito retrô, além de ter sido produzido por uma das empresas mais antenadas ao espírito antigo de se fazer jogos eletrônicos (e, por conta disso, uma das minhas preferidas). Além disso, nessa nova onda de jogos licenciados baseados em filmes ou fraquias (francamente, nenhum deles prestou até agora), a Treasure mostrou como se faz um produto licenciado de qualidade. Com vocês...




1) Nome do jogo - Astro Boy - Omega Factor

2) Plataforma - Game Boy Advance

3) Datas de Lançamento - Japão - 18 de dezembro de 2003
EUA - 18 de Agosto de 2004
Europa - 18 de fevereiro de 2005

4) Produtora - Treasure/Hitmaker

5) Distribuidora - Sega

6) Gênero - Ação/Aventura

7) História (Traduzido livremente do encarte do jogo) -

No futuro...

Após perder o seu único filho em um acidente de carro, um cientista chamado Dr. Temma cria um robô em sua memória.

Esse robô é uma maravilha da ciência, nenhum outro robô se iguala a ele.

Ele possui seis super-habilidades, incluindo 100000 cavalos de potência, propulsores a jato nos pés, além do Fator ÔmegaOmega Factor), que permite a ele vivenciar e sentir emoções.

No mundo todo, inúmeros robôs forom criados para ajudar os humanos, entretanto, os humanos, pouco a pouco, tornaram-se temerosos frente as capacidades dos robôs.

Agora todos estão tentando destriur os robôs, provocando assim uma rebelião.

Por trás de toda essa rebelião, alguém está elaborando um plano para criar ainda mais tensão e trazer finalmente a guerra.

8) Impressões pessoais -

Responda rápido: qual é a sua primeira sensação quando você ouve "jogo licenciado"?

a) Asco;
b) Nojo;
c) Ânsia de vômito;
d) Todas as respostas anteriores;

Bom, tirando o exagero das opções, ultimamente "jogos licenciados" tem sido sinônimo de "jogos ruins". Muito disso ocorre, dentre outros fatores, pelo crescimento vertiginoso da indústria. Não que não existissem jogos licenciados nos anos 80 e 90 (Yo! Noid está aí para isso), mas, naquela época, a indústria dos jogos eletrõnicos não tinha a grandiosidade e a rentabilidade de hoje. Por conta disso, várias franquias agora transpassam por várias mídias, para alcançar o máximo de público possível. Entretanto, para se fazer um produto de qualidade (seja nas HQ's, no cinema, ou nos games), é necessário um mínimo de dedicação, um filtro de qualidade, coisa que boa parte delas desconhece. O resultado disso: inúmeros engodos são distribuídos por aí, o que cria a aura de "maldito" a qualquer produto licenciado. Mas temos alguns exemplos de produtos licenciados feitos com qualidade.

Acredito que todos vocês (3? 2?) leitores, que acompanham esse esporádico blog sabem que a Treasure é uma das minhas desenvolvedoras favoritas. Seus jogos conseguem ser o equilíbrio perfeito entre o espírito retrô e as inúmeras alternativas dos avanços tecnológicos. Já falei sobre alguns jogos dela aqui, aqui e aqui. Não é uam empresa muito falada, talvez por não fazer uma propaganda maçica para os seus jogos, mas sempre que vejo o logo dela em algum jogo, tenho a plena convicção de que não irei me decepcionar.

Com Astro Boy: Omega Factor, não foi diferente. Feito em parceria com a SEGA e a Hitmaker, o jogo, apesar de licenciado (baseado na série de anime Astro Boy de 2003), é um side-scroller/beat 'em up de primeira qualidade, com uma história simples e interessante, e uma jogabilidade fabulosa. Além disso, o jogo botava o hardware do GBA para trabalhar para valer, com gráficos fabulosos, com vários planos de fundo, inimigos altamente detalhados, com sprites gigantes, efeitos primorosos de transparência e luz, chefez gigantescos, e tudo isso com pouquíssimos slowdowns.

Mas todos que acompanham os meus devaneios aqui sabem que gráficos não apenas uma pequena parte da qualidade de um jogo. Temos também o áudio maravilhoso, onde temos sons de armas e vozes reproduzidas digitalmente, fazendo o seu trabalho primorosamente. E a trilha sonora combina perfeitamente com a ação ininterrupta do jogo, identificando o jogo como uma pepita da Treasure logo nos primeiros acordes.

Outra coisa primorosa é a jogabilidade. Os jogos da Treasure sempre possuem uma jogabilidade primorosa, e esse não é diferente. Não há nenhum atraso nos seus movimentos, o jogo flui de maneira primorosa, sendo extremamente simples de se jogar e viciante.

Mas a grande cereja do bolo é justamente o desenrolar do enredo. Resumindo em uma frase: para ter o "verdadeiro final" será preciso jogá-lo duas vezes. Explica-se: ao zerar o jogo pela primeira vez, o final apresentado não é dos melhores, inclusive com uma grande (e ruim) supresa envolvendo o nosso robozinho (que não irei contar aqui, vá jogá-lo, rapaz!!!). Mas, assim que a supresa inesperada acontece, o jogo te dá uma segunda chance de impedir a total destruição do mundo, onde as fases são revisitadas, sem que isso soe como picaretagem ou algo do tipo, pois há mudanças significativas nelas, e novos personagens aparecem, para aparar todas as arestas do roteiro (que, por sinal, é um dos melhores da história dos videogames). Além disso, o roteiro do jogo não se baseia apenas nos personagens do anime. Inúmeros outros oriundos de outros animes do Osamu Tezuka aparecem no jogo, e estão muito bem inseridos na história, o que mostra mais uam vez a qualidade dos produtos daTreasure (eu sei, eu babo demais essa empresa, mas fazer o quê?).

Portanto, antes de generalizar, dizendo "Todo jogo licenciado é um lixo!", lembre-se que nem toda verdade é absoluta (Pronto, agora ele coloca filosofia barata em seus textos!). O fato de ter essa limitação não significa que não se possa inovar e apresentar um produto de qualidade, criativo, sem ferir as intenções do produto em questão. E esse jogo é uma das provas capitais dessa premissa!

9) Fotos do jogo -








Terça-feira, 28 de Abril de 2009

36) Finalmente - Retrocast #01

Fala pessoal!!!!

Como vocês já devem saber, esse blog, apesar do número reduzido de posts, já está na blogosfera a mais de um ano. Nesse tempo, muitos blogs cresceram, apareceram, sumiram, ressurgiram, viraram sites, etc... Mais do que isso: inúmeros blogs de games aproveitaram o avanço tecnológico e, com a ajuda de programas de edição de audio, de gravação de áudio, e Skype, gravaram os seus podcasts. Hoje em dia, o podcast está mais do que estabelecido como um veículo informativo para todos eles. E esse blog, depois de todo esse tempo, não poderia ficar de fora!!!


Graças a um 3-hit combo envolvendo esse humilde mancebo; o Leonardo, do Gamer Atrasado; e o grande idealizador dessa idéia, César Martins, do First Stage, temos, depois de algumas conversas, o mais novo membro do mundo dos podcasts, talvez o primeiro brasileiro com conteúdo de games exclusivamente retrô. Senhoras e senhores, recebam com aplausos entusiasmados o:



E, já para começar bem, falamos sobre um assunto bastante matador: os Arcades!! As "maravilhosas máquinas de diversão do mundo não tão moderno", que consumiam todo o seu dinheiro do lanche toda vez que você cruzava com uma delas! E também demos um pitaco sobre a OLD! Gamer, a mais nova revista que vai ser lançada em maio.

Tá esperando o quê, cara? Clique na figura acima para baixar e ouvir esse podcast!!!

Só algumas notas:

- Esta é a nossa primeira experiência com podcasts, então não espere nada muito elaborado.
- Tivemos alguns problemas com os programas para fazer a gravação e no fim das contas a voz do Leonardo acabou saindo mais baixa que a minha e a do César.
Mas podem ficar tranquilos que a voz do Léo está audível.
- Foi divertido para a gente e espero que seja para vocês também! XD

Domingo, 29 de Março de 2009

35) Os Arcades - Os jogos mais badalados da época nos lugares mais pé-rapados que você pode imaginar.

Fala galerinha!!! Esse blog ficou um pouco abandonado, mas ele ainda persiste!!

Em todos os posts até então, eu me referi apenas aos consoles de mesa, que embalaram várias noites e madrugadas de todos nós gamers. Entretanto, quem viveu aquela época sabe muito bem que, por mais que os lançamentos para os consoles saciarem a vontade de muitas crianças e adolescentes da época, o melhor, o mais disputado, o
creme de la creme da época estava justamente no boteco da esquina, ou ainda naquele pé-sujo frequentado por bêbados, vagabundos, escroques, meliantes e outros sujeitos de não-tão-boa índole que você passava quando ia a escola. Isso mesmo, estou falando dos tão queridos Arcades (que, por aqui, são chamados errôneamente de fliperamas)!!

- Como assim? Então eu utilizei o nome errado o tempo todo?


Exatamente. Sendo assim, vamos esclarecer essa confusão de uma vez por todas para você nunca mais se enganar a respeito, certo? XD


Quando falamos de fliperamas, nos referimos àquelas máquinas de pinball (ou flipers, daí o nome) cujos primeiros exemplares datam da década de 30. Já quando falamos dos Arcades estamos nos referindo àqueles videogames localizados antigamente nos estabelecimentos citados anteriormente no meu texto introdutório, onde temos um gabinete (caixa de madeira ou material plástico), tubo de imagem (CRT), monitor (componentes para geração da imagem, como fly-back, resistores, capacitores, etc), fonte de alimentação, e sistema de jogo.


O que aconteceu é que, pelo fato dos Arcades serem muito mais comuns aqui no Brasil, eles acabaram sendo chamados popularmente de fliperamas, ou flipers.

Agora, depois dessa pequena aula, vocês não vão confundir mais, certo? XD

- Como essas maravilhas da jogatina surgiram?

Eles surgiram na década de 70, sendo bem mais novos do que os fliperamas. E, ao contrário do que alguns possam imaginar, ele é uma invenção puramente norte-americana. Só que, com o passar dos anos, os japoneses pegaram o jeito da coisa e, atualmente, são eles que dominam essa arte. Aliás, isso chega até a ser uma coisa curiosa, já que agora quem comanda os consoles (que tinham os japoneses como grandes baluartes) são os norte-americanos. Talvez porquê os consoles atuais estejam cada vez mais parecidos com os PC's...

- E porquê eles se extinguiram?

Sim, essa é a mais pura verdade. Antigamente, apesar de toda a diversão proporcionada pelos consoles na década de 80 e 90, eles ainda não chagavam perto dos Arcades. Eram justamente neles que aconteciam os grandes embates, aonde nasciam as grandes lendas da jogatina, aonde eu e muitos de vocês (4) leitores protagonizavam e presenciavam inúmeras histórias.Localizados em sua maioria em pé-sujos frequentados pela assim chamada escória da humanidade (pelo menos era assim que as nossas mães pensavam), esses oásis da diversão consumiam muitas moedas nossas (que eram destinadas aos nossos lanches da escola).

Entretanto, o avanço tecnológico dos consoles citado anteriormente fez com que os sonhos de antigamente finalmente se concretizassem: os videogames domésticos alcançaram o poderio gráfico dos Arcades. Isso começou na verdade com o Neo Geo, mas, na época, pelo seu preço absurdo (maiores detalhes aqui) fazia com que ele fosse apenas um sonho distante para a maioria. Mas, depois, vieram o Sega Saturn (e suas conversões fodásticas dos jogos de luta), o Dreamcast (Soul Calibur na veia!!!!) e, a partir daí, os gamers não precisavam se sujeitar a andar até a esquina mais próxima; enfrentar aquele ambiente quase que inóspito; arriscar a perder o seu lanche, as suas fichas, e muito provávelmente a sua dignidade para o valentão da escola.

Além disso, o Seu Manoel do bar da esquina não conseguia competir com os shoppings! Isso mesmo: os Arcades foram se encaminhando lentamente para eles. Com isso, a diversão totalmente roots, totalmente hardcore das nossas infâncias se tornou um programa para a família, no aconchego e na segurança dos grances centros de consumo.

E, para dar a pá de cal final, com o avanço monstruoso dos consoles atuais, acabou sendo mais vantajoso para os investidores colocar vários XBOX 360's e PS3 na sua "casa de jogos". Afinal de contas, para que preciso importar um Arcade que pode demorar semanas ou até mesmo meses para ficar pronto se eu posso manter o meu negócio me abastecendo na Uruguaiana (ou na 25 de março, se você for de SP) mais próxima?

Resumindo a bagaça: a nossa diversão tão amada praticamente sumiu do mundo. O único local que os Arcades ainda resistem é a tão famosa terra do Sol Nascente: o Japão. Mas até mesmo lá os Arcades estão sofrendo com o crecente avanço dos consoles. Para nós, old gamers (e também para os mais novos que quieram conhecer a história dos consoles), só nos resta o emulador mor dos Arcades: o M.A.M.E.

- Os maiores consumidores de fichas (e também do nosso dinheiro do lanche)

Claro que não poderia terminar um post com um assunto desse sem uma listinha de jogos fuderosos para você se divertir pelo M.A.M.E.. Sendo assim, sem mais delongas, aqui vai uma pequena lista de engolidores de fichas dos mais divertidos (e agora, com a vantagem que você não vai gastar nenhum dinheiro com isso. XD). Vou fugir dos mais óbvios (Street Fighter, Mortal Kombat) e também daqueles que já citei em outros posts, até porquê o negócio aqui é revelar grandes pérolas dos Arcades. Alguns dos citados até saíram para outros consoles, mas, acreditem, eles são ainda melhores jogando pelo M.A.M.E. (a única exceção seja os jogos para Neo Geo, já que ele próprio era um fliperama!!). Então, lá vai:

1) Aero Fighters 2 (Sonic Wings 2)





Falou em Arcade, estamos falando mais espcificamente de quatro gêneros de jogos: shoot'em ups, beat em ups, jogos de luta (especialmente nos anos 90), e simuladores (Daytona!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!). E não podemos falar de shoor'em ups nos Arcades no Brasil (especialmente nos anos 90) sem falar de Sonic Wings 2, vício constante de muitos jogadores na época (eu incluído!). Não chegava a ser um jogo "bullet-hell" como muitos do estilo, mas consumia uma boa quantidade de fichas da galera. O curioso é que, na época, só encontrava o Sonic Wings 2, e só conheci o primeiro da série quando coloquei as maõs no M.A.M.E.

2) Captain Commando





Outro jogo que não pode deixar de ser citado. Claro que existem outros figurões do estilo nascidos nos Arcades (Final Fight á frente deles), mas foi esse jogo (junto com outro que será citado por aqui) que iniciou uma "nova era" para o gênero nos Arcades nos anos 90. O curioso é que o jogo se passa na mesma Metro City onde se situava Final Fight. A diferença é que, aqui, o jogo se passa em 2026. E como era divertido espancar criminosos geneticamente modificados com mais três amigos (eu sempre escolhia o bebê).

3) Cadillacs and Dinossaurs




Esse, junto com Captain Commando, ditou o ritmo dos beat-em ups no início da década de 90. Lançado um ano depois do jogo citado acima, "Cadillacs and Dinossaurs" é um dos jogos de Arcade mais lembrados, seja pelos personagens carismáticos (com certeza a maioria lembra de
Mustapha Cairo, o engenheiro com quem todos preferiam jogar), seja pela oportunidade de cruzar cidades submersas e selvas enfrentando inimigos e até mesmos dinossauros modificados genéticamente.Duvida? Temos até uma banda de rockabilly recifense batizada com o nome do jogo. Se isso não é ser lembrado, eu não sei mais o que é!!!!


4) Warriors of Fate






Sim, eu sei, mais um beat 'em up. Mas o que eu posso fazer se essa era (e ainda é) a minha especialidade!XD


Esse não é tão conhecido, mas garanto que não fica nada a dever aos outros dois citados (acho esse jogo até melhor do que os outros). Além de todas as características que continham em todos os bons games do gênero, "Warriors of Fate" contava com uma peculiaridade que o destacava: ao derrotar qualquer oponente com uma sequência específica de golpes (baixo + cima e soco), o oponente era impalado, ou cortado ao meio, depedendo com qual personagem você jogue. Além disso, tinha uma das melhores jogabilidades em um beat 'em up. Caso não o conheçam, joguem ele!!!

5) Giga Wing




A Capcom, que nos deu tantas alegrias nos Arcades com seus games de luta e beat 'em up, sabe também fazer bons shooters. E esse é bullet-hell até a veia. Mas o grande barato desse jogo é que você pode utilizar os (milhões) de tiros inimigos contra eles, acionando um escudo protetor (que dura cerca de 3 segundos). Esse componente extra, aliado aos quinquilhões de pontos que você pode ganhar ao fazer isso, é mais do que suficientes para que muitos pilotos se tornem kamikazes, esperando o momento certo para rebater os milhões de tiros que vêm em sua direção. Aposto que você já está salivando para por as mãos nessa preciosidade...


6) Daytona USA





Se já tivemos "Need For Speed", "Driv3r", "Ridge Racer", e outros simuladores de corrida bastante realistas, boa parte deles deve a sua criação a esse Arcade de 1994, criado pelo mago Yu Suzuki. É o Arcade mais bem sucedido e de maior faturamento de todos os tempos. Isso se deve, entre outras coisas, pela diversão proporcionada pela possibilidade de quatro pessoas jogarem através de cabines acopladas. Sendo que, no Japão, existiam Arcades com OITO cabines acopladas!!! Imagina a bagunça (no bom sentido da palavra) de se jogar com mais 7 jogadores!!!

7) Cruis'n USA




Se a Sega arrebentava com Daytona USA, a Nintendo (junto com a Midway) tinha Cruis'n USA! Com um clima muito mais arcade do que o seu concorrente, esse jogo também ganhou muitos adeptos por aqui. Esse jogo ainda teve ainda mais duas sequências para Arcades (além dos jogos da série para Nintendo 64, Game Boy Advande e Wii). Os jogos consistem em correr contra outros carros em várias pistas e, adicionalmente, executar algumas manobras durante as corridas.

8) The King of Fighters 94




Claro que não podemos falar de Arcade sem mencionar o pacotão de lutadores da SNK cujo primeiro jogo da série foi lançado há 15 anos. Mantendo sempre o velho esquema de lutas entre equipes de 3 lutadores, essa franquia rendeu muitos admiradores por todos os fliperamas desse Brasil Varonil, mesmo em tempos de gráficos 3D e realismo ao extremo. O que só prova que os games tadicionais em 2D, quando bem feitos, ainda podem fazer muitos estragos.

9) X-Men Vs Street Fighter




E já que falamos de pacotão de lutadores de várias franquias, não podemos deixar de falar no jogo que iniciou a série de crossovers da Capcom. Lançado juntamente para Arcades e os consoles do momento na época (Playstation e Sega Saturn), esse jogo iniciou uma nova era nos jogos de luta, com os seus combos aéreos, seus pulos duplos, e, principalmente, seus especiais exagerados. E essa mistura acabou agradando a todos!

Bom vou acabando esse post por aqui. Claro que temos muitos mais jogos de fliperama para comentar, mas levaria anos para comentar sobre todos os que valem a pena. Sendo assim, façam isso vocês (4?) mesmos: consigam as ROMS (e o MAME) e depois coloquem aqui nos comentários outros jogos que deveriam ser lembrados.

Até a próxima e bons games a todos!!!

Sábado, 7 de Março de 2009

34) Convocando todos os Retrogamers desse Brasil varonil: Petição para a Revista Retro Gamer no Brasil

E vamos tocando esse barco furado (só não sei ainda para onde...XD)!!!

Esse será um post rápido, mas nem por isso importante.

Nas minhas andanças por esse mundo de possibilidades que é a internet, me deparei (através de outro blog retrô foda, o Gagá Games) com isso (clique na figura para ir direto ao post):


Ainda não li (mas já estou correndo atrás para conferir), mas só pela descrição do Orakio Rob eu já fiquei salivando por aqui. Isso é quase como um "Oásis" para nós retrogamers.

Continuando: O mesmo Orakio Rob, numa iniciativa para mostrar que aqui no Brasil também têm um público retrogamer imenso e fiel, capaz de manter uma publicação feita para esse público por aqui (e quem sabe angariar novos membros para a nossa irmandade?), criou uma petição on-line para que a revista Retro Gamer seja publicada aqui no Brasil.

Seria maravilhoso que isso acontecesse! Não só para deleite de nós, velhinhos do mndo nacional dos games, mas também como preservação da história dos jogos eletrônicos não só de maneira geral, mas também daqui do Brasil também. Poucos gamers de atualmente sabem ou se interessam nos clássicos da era 8 ou 16 bits. O grande boom mundial dos games só aconteceu mesmo de fato nessa década. Ter uma publicação dessas, com uma equipe brasileira e tudo mais, com reportagens 100% nacionais em um futuro próximo (tudo bem, talvez não tão próximo - não custa nada sonhar!) seria um deleite para todos nós!!

E aí? O que está esperando? Mexa essa mão gorda e sedentária e acesse o link para a petição: http://www.petitiononline.com/rgbpt/petition.html

Tudo bem que boa parte dessas petições não dá em nada, mas não custa nada tentar! Vamos mostrar para esse pessoal que o povo brasileiro retrogamer têm voz ativa e sabe se fazer ouvir!!! (nossa, pareceu candidato em campanha agora!!)

E, por enquanto é só, pessoal!!

Até a próxima e bons games a todos!!!

Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

33) Quando os jogos de corrida vão até nenhum homem jamais sonhou...

Mais um carnaval chegando...E com ele mais um post do GAMERETRÔ!!!

Nesse pouco mais de um ano de blog (com apenas 33 posts... Que vergonha!!) comentei sobre inúmeros jogos, dos mais variados gêneros. Entretanto, ainda não comentei sobre jogos de corrida. Não porquê eu não goste do gênero, muito pelo contrario. Bom, mas esse involutário tabu se encerra hoje. O jogo em questão não se trata de um simulador de F-1, nem um Ayrton Senna's Super Mônaco GP, ou de F-Indy, ou mesmo um Rally percorrendo diversas pistas no Mundo. No jogo em questão, corremos com bólidos construídos com tecnologia ultramente avançada para percorrermos várias pistas no UNIVERSO! Sim, no Universo!!! Duvida? Então apresento a vocês....



1) Nome do jogo - Top Gear 3000

2) Plataforma - SNES

3) Datas de Lançamento - EUA - 27 de Abril de 1995
Japão - 28 de Abril de 1995

4) Produtora - Gremlin Graphics

5) Distribuidora - Kemco

6) Gênero - Corrida

7) História (Tradução livre e adaptada do manual de instruções que acompanha o cartucho) - O Ano é 2962. Cinco séculos passaram desde a XVII Guerra Mundial, que devastou a maioria dos planetas colonizados da Via Láctea. O conglomerado galáctico de planetas unificados, controla o departamento de entretenimento (Bureau of Reasonable Entertainment), conservando uma era de aparente calmaria, sem maiores exaltações ou protestos de todos os habitantes que povoam as 12 estrelas que estão sob a sua jurisdição.

Entretanto, ainda se podem encontrar alguns habitantes que resolvem combater o marasmo em que se encontram, e que promovem uma baderna generalizada em todos os sistemas. Para esse elementos, só há apenas uma solução para o efadonho e tranquilo século XXX: The Top Gear 3000 Challenge! Uma vez a cada século, os mais bravos e habilidosos competidores resolvem competir nesse campeonato interplanetário em busca da glória!

8) Impressões Pessoais - Os jogos de corrida remotam desde a década de 80. Muitos old-gamers tiveram suas primeiras experiências em jogos como "Enduro", no Atari, ou "Pole Position", nos fliperamas. Esses dois jogos foram os primeiros da lista durante muito tempo. Mais tarde, já com os sistemas 8-bits, o NES comandava a jogatina com clássicos como "Excite Bike". Já a era 16-bits foi bastante prolífica em termos de jogos de corrida (com você pode comprovar aqui e aqui), onde a grande maioria primava por uma jogabilidade mais arcade, já que os seus respectivos hardwares ainda não proporcionavam todos os requisitos para jogos mais realísticos.

Dentro desse mundo de jogos, a Kemco resolve lançar em 1992 Top Gear. Considerado por muitos o melhor jogo de corrida do SNES (e um dos melhores jogos do console), o jogo não tardou muito a alcançar os píncaros do sucesso. Muito do seu sucesso deve-se a jogabilidade arcade bem calibrada, e também a clássica trilha sonora do jogo. Um ano depois, foi lançada a continuação, "Top Gear II", que, surpreendentemente, trazia uma jogabilidade um pouco mais realista, além da possibilidade de fazer upgrades em seu bólido motorizado com grana ganha durante as corridas. Entretanto, esses dois primeiros jogos, apesar de serem ótimos, eram apenas os preparativos para a verdadeira obra de arte da série...

Assim, em 1995, veio o supra-sumo da série, Top Gear 3000. Aqui a Kemco (junto com a Gremlin Graphics) resolve radicalizar de vez a série, transportando-a a mais de 1000 anos depois, com uma corrida pela Via-Láctea, com direito a vários upgrades fodásticos para o seu bólido interplanetário como motores movidos a fusão nuclear, kits de armadura a base de cobalto-titânio, e uma caixa de marcha feita de um tipo especial de polímero líquido, fazendo com que os seus carros cheguem a velocidades absurdas (eu já cheguei a mais de 900 Km/h).

Essa mudança radical fez com que alguns torcessem o nariz para a discrepância em relação ao "realismo" do jogo anterior. Mas muitos outros (eu incluído) passaram a realmente gostar e conhecer a série a partir desse título.

Outro ponto que merece atençãosão os gráficos. Especialmente em relação ao design das pistas, já que muitas delas contavam com várias bifurcações e caminhos alternativos. Para poder processar essas gráficos mais rapidamente, sem que houvesse perda da sensação de velocidade proporcionada pelo jogo (que, acredite, é uma das melhores do gênero,só comparável a F-Zero), o jogo dispunha de um chip especial, o DSP-4 (Digital Signal Processor). Com isso, as pistas (especialmente as bifurcações) poderiam ser geradas sem queda de frame rate, aumentando, assim, a imersão do jogador.

A trilha sonora também é digna de nota. Se não é tão memorável quanto ao do jogo original, ela não faz feio, sendo de altíssima qualidade. Os efeitos sonoros também são excepcionais, simulando muito bem os sons de uma corrida (ainda que seja uma corrida futurista), fazendo com que o jogador mergulhe de cabeça no jogo. A prova disso é que, para escrever essas parcas palavra fiquei uma tarde inteira jogando, chegando ao final do jogo no hard mode (são 37 pistas ao todo), sem me cansar em nenhum momento. E não é a primeira vez que faço isso!

Por tudo isso, Top Gear 3000 é o jogo definitivo de corrida para o SNES. Foi uma jogada ousada da Kemco virar de ponta-cabeça a sua série de corrida, mas que rendeu um dos títulos mais divertidos para o console.

9) Fotos do jogo -






Domingo, 18 de Janeiro de 2009

32) Nem só de Street Fighter e Mortal Kombat vivia o SNES para jogos de luta

E lá vamos nós para o primeiro post efetivo de 2009!

E nada melhor para iniciar esse ano do que abandonar um pouco os "posts temáticos" e voltar ao modelo dos meus posts iniciais, até porquê ainda temos vários jogos antigos que ainda não receberam um comentário a altura por aqui. Sendo assim, os (cinco) leitores daqui desse blog pdoem esperar mais comentários de jogos antigos durante esse ano (bom, pelo menos tentarei cumprir essa promessa XD).


Bom, como vocês já devem ter percebido pelo título, falarei hoje sobre um jogo de luta. Aliás, gênero esse que teve o seu ápice no Brasil justamente na década de 90, tanto nos arcades quanto nos consoles. E o culpado desse sucesso todos sabem qual foi: Street Fighter II! Depois dele, vieram vários outros tentando beliscar um pouco do sucesso dele. Alguns até inovaram em alguns aspectos, mas nenhum deles conseguiu chamar a minha atenção. Até que, já no período final do SNES, em 1995 (um ano antes já havia sido lançado a versão Arcade), uma empresa que já mostrava a sua qualidade com Donkey Kong Country, a ponto de se tornar uma "second-party" da Nintendo, lança um jogo que fez os meus olhos brilharem, e que, a partir daquele momento, acabou até recebendo mais atenção que Street Fighter. Com vocês...



1) Nome do jogo - Killer Instinct

2) Plataforma - SNES

3) Datas de Lançamento - 1 de agosto de 1995

4) Produtora - Rareware

5) Distribuidora - Nintendo

6) Gênero - Luta

7) História - A história de Killer Instinct começa num passado distante, onde ocorre no mundo uma guerra de proporções titânicas. Dois lordes da guerra travavam uma batalha terrível entre si, onde muitas pessoas eram mortas, exércitos eram destroçados e o mundo era colocado a prêmio. Decididos a acabar com isso, um grupo de heróis enfrenta bravamente os dois lordes inimigos, e criam um feitiço que sela os dois titãs no limbo. Temporariamente, a paz voltou a reinar. Do passado, passamos a um futuro caótico e não tão distante da nossa era. A poluição tomou conta do meio ambiente, os governos caíram; agora o mundo é controlado por mega-corporações que se enfrentam e se destróem pelas riquezas do planeta.

Nesse contexto, sobressai-se uma mega-corporação: Ultratech. Ao invés de entrar em conflitos diretos com outras corporações, a Ultratech se mantém vendendo armas avançadas para as corporações se destruírem. Mas a Ultratech não domina o mundo apenas através da venda de armas, mas também através da mídia: sua divisão de entretenimento produz o maior fenômeno televisivo do planeta: o torneio Killer Instinct, que ainda serve como campo de testes para as armas da Ultratech. Nesse torneio, promete-se aos vencedores tudo o que eles quiserem, mas nem sempre garante que a promessa será cumprida. Enquanto os perdedores sofrem um destino cruel nas mãos da empresa.

8) Impressões pessoais - Como já foi dito no texto introdutório, minha vida gamística nos jogos de luta se iniciou (assim como para 99,99999999999999999999% dos games com idade entre 15 e 35 anos) com Street Fighter II. E, desde que o jogo surgiu, nenhum outro jogo de luta conseguiu despertar o meu interesse. Mortal Kombat, apesar da novidade com o Motion Capture e também os fatalites, tinha uma jogabilidade horrível na minha opinião, além do único apelo sanguinolento; Art of Fighting era simplesmente uma cópia de Street Fighter (prevejo que vão querer me empalar vivo depois desse comentário), assim como os outros jogos de luta da SNK (talvez a única exceção seja Fatal Fury); The King of Fighters, por ser uma junção de todas as sérires de luta da SNK, também não me interessou. Isso só para ficar nas mais conhecidas. Até que, no começo do ano de 1995, na barraca de fliperamas da rodoviária onde eu pegava o ônibus para ir para o colégio (detalhe, a barraca ainda existe!!!) eu encontro isso:



Nem preciso dizer que imediatamente fui enfeitiçado pelo jogo dinâmico, com gráficos arrebatadores e, o mais importante, pelo sistema de combos como base de sua jogabilidade, que, até onde eu saiba, era inédito na época. Bom, nesse dia, cheguei (muito) atrasado no colégio. E, desde esse dia, eu dedicava um pouco do meu tempo (e do meu dinheiro) a esse jogo.

Meses depois, ao comprar a minha edição mensal da saudosa Ação Games, vejo a notícia de que o jogo iria ter uma adaptação para o SNES. Logo de cara eu pensei: "Impossível!! Nunca que o SNES conseguiria ter um jogo desse nível! Acho que nem o Playstation conseguiria fazer um jogo desses!!" Bom, ainda bem que o pessoal da Nintendo tem os seus próprios consultores, e não dariam ouvidos a um neguinho baixinho de 15 anos. E, assim, em agosto de 1995, ocorre o lançamento da versão para SNES. E qual não foi a minha supresa ao ver que a adaptação foi extremamente fiel, sugando ao máximo as capacidades do console.

Duvida, então veja esses vídeos comparativos entre as duas versões:

1) Video de um speedrun para versão Arcade (emulada no computador) com o personagem Jago:



2) Vídeo de um speedrun para a versão SNES com o mesmo personagem:



Como podemos ver, dadas as respectivas diferenças de cada plataforma (no arcade, era utilizado a engine Ultra64, que ofi a base para o Nintendo 64), a conversão foi simplesmente sensacional. Diria até mais: foi uam das conversões mais fiéis que eu jpa vi. Os gráficos, apesar de claramente inferiores, compartilhavam a mesma base do arcade, a jogabilidade era a mesma, tinhamos todos os movimentos (golpes, combos, ultras, fatalites, etc.) do arcade, enfim, tudo que o aquele jogo maravilhoso proporcionava no arcade estava ao alcance de quem tinha um SNES. Não é preciso ser advinho para perceber que todo o meu vício foi transferido agora para a adaptação.

Mas o maior atrativo do jogo eram os combos. Antes de Killer Instinct, os jogos de luta baseavam-se em golpes normais (socos, chutes, etc.) e em golpes especiais, acionado através de combinações entre movimentos com o direcional e os botões de soco/chute. Dependendo de sua habilidade/rapidez de raciocício/intimidade com o jogo, era possível linkar alguns desses golpes, formando, assim, combos. Entretanto, os combos não eram a base dos jogos de luta. Até surgir Killer Instinct.

Tda a jogabilidade de Killer Instinct era baseada em combos, que eram acionados a partir da combinação de alguns movimentos feitos através da combinação direcional/botões. E, como tinhamos vários golpes, tínhamos uma variedade de combos inacreditável para a época (e ainda hoje também). Não era important apenas derrotar o seu adversário, era necessário fazer isso com o combo mais estiloso (ou mais devastador) possível, para vencer com estilo.

Mas calma! Havia uma maneira de você não ser humilhado levando tantos combos:



O jogo continha o chamado "Combo Breaker", que era um movimento (único para cada personagem) que permitia cancelar o combo do adversário, poupando-o da humilhação pública (tá, exagerei!). Isso tudo deixava o jogo bastante dinâmico e divertido.

Cada combo recebia um nome que depende do número de golpes realizados consecutivamente (Hits):
  • Triple Combo: 3 Hits
  • Super Combo: 4 Hits
  • Hyper Combo: 5 Hits
  • Brutal Combo: 6 Hits
  • Master Combo: 7 Hits
  • Awesome Combo: 8 Hits
  • Blaster Combo: 9 Hits
  • Monster Combo: 10 Hits
  • King Combo: 11 Hits
  • Killer Combo: 12 ou mais Hits
  • Ultra Combo: 20 ou mais Hits
  • Ultimate: É um combo especial que qualquer pessoa com o movimento certo pode executar.
Os combos até o Killer Combo poderiam ser executados em qualquer momento da luta. Já o Ultra Combo ( o combo mais devastador, com 20 hits), só podia ser executado quando a energia do adversário estava vermelha e piscando. Nem preciso dizer que todos que jogavam procuravam finalizar a luta com esse movimento. E, como era permitido linkar o Ultra Combo com um combo normal, surgiam combos devastadores de 20, 30 e até 40 hits!!!!

Duvida de novo!!??? Então veja com os próprios olhos:

1) Jago - 33 Hits




2) Glacius - 33 Hits




3) Orchid - 41 Hits




4) TJ Combo - 33 Hits



5) Cinder - 37 Hits



6) Spinal - 33 Hits




7) Thunder - 37 Hits




8) Sabrewulf - 36 Hits




9) Riptor - 34 Hits (desculpem a má qualidade do vídeo, foi o único dele que achei!)


10) Fulgore - 34 Hits



Detalhe que eu postei os vídeos que não exploram glitches absurdos, já que, abusando dos bugs presentes no jogo, é possível obter 80 FUCKING ULTRA COMBO HITS!!!!

Por todos esse predicados, Killer instinct, apesar de não ter a mesma pompa de um Street Fighter ou mesmo de um The King of Fighters, têm o seu lugar garantido no hall da fama dos jogos de luta. Por conta de sua jogabilidade dinâmica e sistema até então inédito de combos (vários jogos lançados depois dele passaram a incorporar esse sistema), esse jogo se tornou um dos meus preferidos até hoje! E, posso dizer com propriedade, que ainda demrará muito para surgir outro que causasse tanto espanto e inovação quanto ele causou.

9) Fotos do jogo -